12JUN
Carta aberta contra o desmonte da pós-graduação na UEM

ADMINISTRAÇÃO “PASSANDO A BOIADA E MEDIDAS INFRALEGAIS”: A FRACTALIZAÇÃO DO FASCISMO NA UEM EM TEMPOS DE PANDEMIA
 
“Os fascistas do futuro não vão ter aquele estereótipo de Hitler ou Mussolini. Não vão ter aquele jeito de militar durão. Vão ser homens falando tudo aquilo que a maioria quer ouvir. Sobre bondade, família, bons costumes, religião e ética. Nessa hora vai surgir o novo demônio, e tão poucos vão perceber a história se repetindo”
[anônimo espanhol]
 
A reunião de 22 de abril de 2020, de Bolsonaro e seu Ministério, tornada pública pelo Ministro do STF, Celso de Mello, revelou todo o horror a que está mergulhada a sociedade brasileira sob a égide de um neofascismo atroz. A reunião revelou os mega-delinquentes que nos atormentam: uma Ministra, sequestradora de criança indígena, ameaçando Governadores e Prefeitos de prisão; um Ministro da Educação, que não sabe ler nem escrever, ameaçando os Ministros do STF de prisão; um Ministro da Economia tratando servidores públicos como “inimigos” e propondo abraça-los para colocar granadas em seus bolsos, como faziam os nazistas; e, last but not least, um Ministro do Meio Ambiente, afirmando que deveria se aproveitar o período da pandemia, com a imprensa distraída, e fazer passar “medidas infralegais e passar a boiada”, projetos de madeireiros, grileiros, mineradores e outros criminosos ambientais.
Pois bem, enquanto, nos surpreendemos com esta reunião típica de organização mafiosa, como a Camorra, somos surpreendidos por algo terrível na Universidade Estadual de Maringá: o desmonte das Secretarias de Programas de Pós-Graduação stricto sensu (Mestrado e Doutorado) sob o eufemismo da criação de uma única secretaria, uma “supersecretaria”! A administração da UEM aproveitou-se da pandemia para golpear os Programas de Pós-Graduação (com seus servidores, professores e alunos), obedecendo a desejos do Governador, para entregar trabalhadores ao desemprego da função e ao enfraquecimento dos cursos de Pós-Graduação como um todo.
Secretárias e Secretários de Programas, Coordenadores e ex-Coordenadores de Pós, Diretores de Centros foram pegos de surpresa. O Projeto, praticamente finalizado, não passou de forma clara pelas instâncias democráticas da UEM, segundo informou-me um Diretor Adjunto! Sequer passou pelo Conselho de Administração (CAD), e agora está para ser referendado no Conselho Universitário (COU) e nada sabemos sobre a instância CEP (Conselho de Ensino e Pesquisa).
Sabemos que uma parcela de dirigentes de nossa Instituição se reconhece no fascismo bolsonarista, assumindo uma atitude destrutiva para a Instituição Pública que lhes deu sustento e respeitabilidade. Secretários dos Programas estão desorientados, perplexos, assustados, furiosos e infelizes! Escrevo a presente para mostrar que o fascismo bolsonarista se fractalizou e o micromundo nosso, da UEM, recapitula o macromundo daquela maldita reunião camorrística de Bolsonaro de 22 de abril!
Não aceitaremos a decisão de cima para baixo imposta pela Administração da UEM, assim como não aceitamos conceder o título de Doutor honoris causa a um juiz parcial responsável pelos golpes de 2016 e 2018, Sergio Fernando Moro!
A UEM se ergueu sob o signo da luta e sob este signo os fascistas de nosso presente serão expostos, e seus maus costumes antidemocráticos surgirão como os novos demônios que exorcizaremos e aniquilaremos!
Delenda arbitrium!!!!
 
Marcos Cesar Danhoni Neves
Ex-Coordenador por 4 gestões do Programa de Pós-Graudação
em Educação para a Ciência da UEM
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